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Verdades

Abril 28, 2008

Falar a verdade é dificil?

Pra quem fala, ou pra quem escuta?

Todo mundo exige a verdade todo dia! Do governo, da mídia, dos bancos, dos amigos. Mas a verdade mesmo, aquela verdadeira, alguém exige?

Não! a verdade não é relativa! O que é verdade é verdade absoluta sempre. Ou então é uma mentira. Não existe meio-termo… Por mais que alguém tente, a verdade sempre vai ser absoluta.

Mas e a verdade sobre você? E a verdade sobre mim? Você estaria disposto a ouví-la? Pode ser uma verdade mais superficial do tipo “você é feio”, “chato” ou “bobo”. Tudo isso pode ser verdade pra alguém. As vezes pode ser verdade pra todo mundo.

Também pode ser uma verdade mais profunda, como “você é emocionalmente imaturo”, “não sabe lidar com problemas ‘adultos’” ou qualquer outro “defeito” de caráter ou de personalidade.

Seja como for, eu sempre prefiro a verdade. Por mais que não seja gostoso ouví-la, por mais que eu discorde, por mais que eu discuta, tente me explicar ou simplesmente ignore. A verdade é insubstituível. Mesmo em dias de tamanha falsidade e superficialidade como os atuais.

Eu acho que a sua capacidade de aceitar algumas verdades define quem você é, e mais importante, quem você se tornará. Nada mais lógico: Se você vive numa ilusão (ausência de realidade), nunca mudará. Nunca vai crescer, nunca vai evoluir.

Enfim, também não adianta simplesmente ouvir a realidade e aceitá-la. Abaixar a cabeça e dizer “é… sou assim mesmo…” ou o velho “eu nasci assim, vou morrer assim…” Esse conformismo, fatalismo ou idiotismo inerte é o motivo pelo qual as pessoas são sempre as mesmas, sempre os mesmos defeitos, as mesmas picuinhas, as mesmas rixas, neuras. E no fim, de cara com a morte, você para e pensa “como eu perdi tempo…”

Futuro

Abril 6, 2008

Eu quero viver até os cem anos. De verdade.
Encontrar uma namorada, noivá-la, casar-me com ela.
Quero alcançar meus objetivos profissionais, ser bem-sucedido (subjetivo ou não) e nunca me aposentar.

Enfim, quero o que todo mundo quer…

Mas por algum motivo, por várias vezes já me peguei pensando que morrerei jovem.
Eu entendo o quanto isso é bizarro. Até eu me assusto as vezes.
Mas não consigo evitar…

Quando assisto a um filme ou ouço uma história onde uma pessoa morreu jovem, ao invés de pensar “E se fosse um amigo meu”, eu penso “E se fosse eu…”.

Sim, eu sou egocêntrico assim mesmo, mas quem não é?

Porém, apesar de bizarro, eu tento ver isso de uma maneira mais positiva.
Essa impressão (ou seja lá o que for) me traz um sentimento de urgência além do imediatismo natural.
Esse sentimento vive no fundo da minha mente dizendo “viva! viva! fale o que você sente! arrisque-se! tente!” e esses conselhos me parecem muito bons.

E como sou egocêntrico, não consigo deixar de pensar se farei falta.
Fico pensando se fiz alguma diferença na vida de alguém… se eu fui uma página, um parágrafo ou uma linha na história de algum(a) amigo(a) querida…

Eu não faço as coisas pensando em recompensa, não digo as coisas pedindo confete. Acho que o amor é incondicional e a amizade (as melhores pelo menos) têm essa característica também. Então, quando penso isso, não estou cobrando ninguém senão a mim mesmo.

“Seja o melhor” não é uma questão de ser melhor que alguém, mas sim ser o melhor para alguém.

Espero ter sido o melhor pra alguém, como algumas pessoas foram as “melhores” pra mim também. E algumas outras ainda serão, até eu morrer, seja lá quando for.

Quem

Janeiro 31, 2008

Quem sou eu?

Quem pode dizer quem sou eu?
Eu não me sinto apto a isso. Sinto que se o faço ou eu me exalto além da realidade, ou me desprezo além do necessário.

Um amontoado de informações não formam uma identidade. Formam um documento sim, mas não falam nada sobre mim. Não exprimem a realidade sobre a minha pessoa.

Quem é esse?

Talvez os mais indicados a responderem essa questão são aqueles ao nosso redor. Pessoas de todas as épocas da nossa vida, que nos conheceram na infância, que estudaram conosco durante o colegial, com quem dividimos um escritório, um quarto, uma vida. Aquele que se sentou na carteira ao lado durante aquele teste de física, português, sociologia ou o que for. Amigos de faculdade e até desconhecidos que vemos todos os dias no ônibus ou metrô. Eles poderão dizer quem sou eu.

Provavelmente não será a descrição mais exata, mas certamente será a mais rica, a mais facetada. Assim como você. Essa sim, será a mais fidedigna. Por que no final, não passamos da impressão que deixamos nas outras pessoas…

Mas quem sou eu afinal?

Eu sou aquilo que vivi. Sou um pouco daqueles que conheci. Uma mistura da minha realidade com a fantasia dos outros. Ou seria da minha fantasia com a realidade dos outros?

Eu não sou mais quem eu era ontem.
Eu mudo todo dia, mas ainda assim permaneço essencialmente o mesmo.

Esse talvez seja o meu maior defeito. Não importa o quanto eu mude, eu sempre vou continuar sendo eu mesmo.
Quem sabe essa não é também a minha maior qualidade?

Mas se eu fosse outro, você seria diferente?

Pra quê?

Janeiro 29, 2008

Pra quê pensar no amanhã
se o hoje ainda não acabou?

Pra quê falar do que não foi
se o que é ainda pode mudar?

Pra quê chorar pelo que não se tem
se tudo o que se precisa está sempre ao seu redor?

Pra quê querer crescer
se a velhice vai ser nostálgica?

Pra quê apressar as coisas na vida
se no final a única certeza é a morte?