Que se dane tudo!
Que se explodam todos!
Egoístas, Egocêntricos, Egomaníacos, Ególotras!
Não sobrará ninguém!
E que eu seja o primeiro!
Aí sim, virá o fim.
Que se dane tudo!
Que se explodam todos!
Egoístas, Egocêntricos, Egomaníacos, Ególotras!
Não sobrará ninguém!
E que eu seja o primeiro!
Aí sim, virá o fim.
Eu tento, vivo tentando ser melhor pros outros e melhor pra mim mesmo, sempre busco ser mais prestativo, consciente, altruísta, amigo e conselheiro… E eu não sou o único e muito menos “especial” por isso. Só faço o que todo mundo deveria fazer, e isso é o mínimo.
Mas confesso que cansa.
Cansa quando esse esforço é desvalorizado, cansa quando o seu carinho é confundido com algum tipo de perseguição ou restrição, quando sua preocupação pelo outro é interpretada como algum tipo de controle ou intromissão.
Jogar pérolas aos porcos cansa.
Mas nem todos são porcos, e por mim, pérolas são a única coisa que eu quero ter pra oferecer. Se meu jeito incomoda, sinto muito, mesmo. Mas não vou mudar.
Prefiro continuar errando, aprendendo, mudando e melhorando no caminho certo do que agradar pessoas no caminho errado.
Parece (e é) óbvio, mas eu precisava falar.
Amizades verdadeiras, como o amor, não esperam nada em troca.
Amizades verdadeiras, como o amor, suportam o descaso.
Amizades verdadeiras, como o amor, se dispõem a ajudar, custe o que custar.
Amizades verdadeiras, como o amor, buscam ver sempre o melhor dos outros.
Amizades verdadeiras, como o amor, aguardam e confiam.
Mas nem sempre,
e nem para sempre…
Por que tudo na vida tem fim e um fim.
E esperança nas pessoas é causa perdida.
Ou não…
Eu quero viver até os cem anos. De verdade.
Encontrar uma namorada, noivá-la, casar-me com ela.
Quero alcançar meus objetivos profissionais, ser bem-sucedido (subjetivo ou não) e nunca me aposentar.
Enfim, quero o que todo mundo quer…
Mas por algum motivo, por várias vezes já me peguei pensando que morrerei jovem.
Eu entendo o quanto isso é bizarro. Até eu me assusto as vezes.
Mas não consigo evitar…
Quando assisto a um filme ou ouço uma história onde uma pessoa morreu jovem, ao invés de pensar “E se fosse um amigo meu”, eu penso “E se fosse eu…”.
Sim, eu sou egocêntrico assim mesmo, mas quem não é?
Porém, apesar de bizarro, eu tento ver isso de uma maneira mais positiva.
Essa impressão (ou seja lá o que for) me traz um sentimento de urgência além do imediatismo natural.
Esse sentimento vive no fundo da minha mente dizendo “viva! viva! fale o que você sente! arrisque-se! tente!” e esses conselhos me parecem muito bons.
E como sou egocêntrico, não consigo deixar de pensar se farei falta.
Fico pensando se fiz alguma diferença na vida de alguém… se eu fui uma página, um parágrafo ou uma linha na história de algum(a) amigo(a) querida…
Eu não faço as coisas pensando em recompensa, não digo as coisas pedindo confete. Acho que o amor é incondicional e a amizade (as melhores pelo menos) têm essa característica também. Então, quando penso isso, não estou cobrando ninguém senão a mim mesmo.
“Seja o melhor” não é uma questão de ser melhor que alguém, mas sim ser o melhor para alguém.
Espero ter sido o melhor pra alguém, como algumas pessoas foram as “melhores” pra mim também. E algumas outras ainda serão, até eu morrer, seja lá quando for.
Qual é o seu problema?
Por que você precisa ser o melhor amigo? O mais legal? O mais prestativo? O mais atencioso?
Está tentando compensar alguma coisa?
Talvez as suas neuras, os seus traumas de rejeição (se é que realmente tens algum), sua aparência, seu jeito de andar, falar, rir ou se vestir? Será carência? Necessidade de atenção? Falta de amor?
Você sempre se esforça demais.
Além da conta!
E o que isso já lhe rendeu?
Várias decepções…
Claro! algumas vezes você já pode ouvir alguém dizendo “nossa, que menino atencioso!” ou “Como ele é bonzinho”…
Bonzinho!? Ha! Eles não te conhecem como eu…
E mesmo assim. Mesmo com todo os seus esforços em se aproximar, toda a força que você faz pra ser íntimo de alguém, pra ser amigo de alguém.
Mesmo com tudo isso, você ainda é desprezado…
Perdedor…
E eu sei que enquanto eu te falo isso, você ainda está pensando “mas eu sou assim mesmo… tem quem valorize…”
Idiota!
Fique aí, falando sozinho…
Obrigado pela atenção. Mas eu também não preciso de mais um amigo…
Quem sou eu?
Quem pode dizer quem sou eu?
Eu não me sinto apto a isso. Sinto que se o faço ou eu me exalto além da realidade, ou me desprezo além do necessário.
Um amontoado de informações não formam uma identidade. Formam um documento sim, mas não falam nada sobre mim. Não exprimem a realidade sobre a minha pessoa.
Quem é esse?
Talvez os mais indicados a responderem essa questão são aqueles ao nosso redor. Pessoas de todas as épocas da nossa vida, que nos conheceram na infância, que estudaram conosco durante o colegial, com quem dividimos um escritório, um quarto, uma vida. Aquele que se sentou na carteira ao lado durante aquele teste de física, português, sociologia ou o que for. Amigos de faculdade e até desconhecidos que vemos todos os dias no ônibus ou metrô. Eles poderão dizer quem sou eu.
Provavelmente não será a descrição mais exata, mas certamente será a mais rica, a mais facetada. Assim como você. Essa sim, será a mais fidedigna. Por que no final, não passamos da impressão que deixamos nas outras pessoas…
Mas quem sou eu afinal?
Eu sou aquilo que vivi. Sou um pouco daqueles que conheci. Uma mistura da minha realidade com a fantasia dos outros. Ou seria da minha fantasia com a realidade dos outros?
Eu não sou mais quem eu era ontem.
Eu mudo todo dia, mas ainda assim permaneço essencialmente o mesmo.
Esse talvez seja o meu maior defeito. Não importa o quanto eu mude, eu sempre vou continuar sendo eu mesmo.
Quem sabe essa não é também a minha maior qualidade?
Mas se eu fosse outro, você seria diferente?
Quem você acha que é?
Em quem você pensa que manda?
Você é cego, surdo e burro! Não vê a verdade a um palmo do seu nariz, não dá ouvidos à razão e ainda esquece-se de tudo o que já aprendeu no passado!
Se ninguém o faz, eu farei! Eu me levantarei contra você! Lutarei contra suas vaidades. Dominarei seus devaneios e não permitirei que nem eu e nem ninguém mais caia nas suas armadilhas.
Aahh suas doces armadilhas… tão deliciosamente enganosas…
Eu vivo enchendo.
Encho minha cabeça, encho o meu dia, encho o meu tempo, encho minha vida.
Encho com tudo que encontro. Encho até de coisas vazias…
E agora que o saco tá cheio, eu faço o quê?
Drama, drama, drama…