Eu quero viver até os cem anos. De verdade.
Encontrar uma namorada, noivá-la, casar-me com ela.
Quero alcançar meus objetivos profissionais, ser bem-sucedido (subjetivo ou não) e nunca me aposentar.
Enfim, quero o que todo mundo quer…
Mas por algum motivo, por várias vezes já me peguei pensando que morrerei jovem.
Eu entendo o quanto isso é bizarro. Até eu me assusto as vezes.
Mas não consigo evitar…
Quando assisto a um filme ou ouço uma história onde uma pessoa morreu jovem, ao invés de pensar “E se fosse um amigo meu”, eu penso “E se fosse eu…”.
Sim, eu sou egocêntrico assim mesmo, mas quem não é?
Porém, apesar de bizarro, eu tento ver isso de uma maneira mais positiva.
Essa impressão (ou seja lá o que for) me traz um sentimento de urgência além do imediatismo natural.
Esse sentimento vive no fundo da minha mente dizendo “viva! viva! fale o que você sente! arrisque-se! tente!” e esses conselhos me parecem muito bons.
E como sou egocêntrico, não consigo deixar de pensar se farei falta.
Fico pensando se fiz alguma diferença na vida de alguém… se eu fui uma página, um parágrafo ou uma linha na história de algum(a) amigo(a) querida…
Eu não faço as coisas pensando em recompensa, não digo as coisas pedindo confete. Acho que o amor é incondicional e a amizade (as melhores pelo menos) têm essa característica também. Então, quando penso isso, não estou cobrando ninguém senão a mim mesmo.
“Seja o melhor” não é uma questão de ser melhor que alguém, mas sim ser o melhor para alguém.
Espero ter sido o melhor pra alguém, como algumas pessoas foram as “melhores” pra mim também. E algumas outras ainda serão, até eu morrer, seja lá quando for.
Tags: Desejos, Egotrip, Esperança, Futuro, Mortalidade, Objetivos, Questões